RELATO DE ANÁLISE - ESPOROTRICOSE

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08 de August de 2018 MED. VET. LARA SEFFRIN DUTRA - CRMV/RS 13613

RELATO DE ANÁLISE - ESPOROTRICOSE

Relatamos o caso de um felino, fêmea, castrada, três anos de idade, pesando 5kg, sem raça definida. O proprietário relatou que há um mês surgiu a primeira lesão ulcerada na face do animal e nos últimos dias surgiram novas lesões na região do dorso e base da orelha. O animal era de vida livre e vivia com outros cinco felinos e um canino, sendo que nenhum dos demais apresentava lesões. Deste felino foi realizado imprint das lesões e solicitado avaliação citológica. O diagnóstico foi confirmado, posteriormente, pela cultura fúngica.

Ao exame físico o animal apresentou bom estado geral,na avaliação citológica foi observado a presença de estruturas leviduriformes no espaço extra celular sujestivas de Sporothirx sp, o microrganismo pode ser encontrado no espaço extracelular ou em macrófagos (GROOTERS, 2008). 


A forma cutânea da doença manifestada no animal deste relato, são lesões cutâneas que ulceram e drenam um exsudato purulento levando a formação de crostas espessas sendo citada como a forma clínica mais frequente em felinos domésticos. Segundo Scott et al. (1995) além dessas lesões ainda podem ocorrer extensas áreas de necrose desencadeando a exposição de músculos e ossos. A distribuição das lesões pode ser explicada pelo hábito de higiene do gatos, pois ao lamberem as lesões podem espalhar o agente para outros locais do corpo (MARTINS, 2003).


Em virtude do grande polimorfismo que a doença apresenta, deve ser feito o diagnóstico diferencial das afecções neoplásicas, infecções parasitárias, infecções bacterianas e reação a corpo estranho (MEDLEAU e HNILICA, 2003).
Ao proprietário foi sugerido retorno para uma nova avaliação, após trinta dias do inicio do tratamento. No retorno o animal já apresentava certo grau de regressão das lesões, o clínico continuou com a terapia com itraconazol por mais trinta dias após a cura clínica do animal o que também é recomendado segundo JESUS e MARQUES (2006) como medida de segurança.
O isolamento dos animais doentes submetidos ao tratamento é uma das principais medidas a serem adotadas para minimizar os riscos de infecção de outros animais ou mesmo do homem (JESUS e MARQUES, 2006).

Conclui-se então que a esporotricose cutanêa felina pode ser facilmente diagnosticada através da avaliação citológica, que é um método simples e rápido. No entanto, a cultura fúngica torna-se necessária para outros animais e humanos, nos quais a exuberância do microorganismo na lesão não ocorre como nos felinos. Dentre os tratamentos, a terapia com itraconazol nas doses de 5-10mg/kg, continua sendo priorizada, visto que apresenta bons resultados.

A esporotricose, é uma doença relacionada com imunossupressão e manifesta-se nas formas clínicas cutânea, sistêmica e cutâneo linfática, sendo esta última mais comum, ocorrendo geralmente em decorrência de ferimentos penetrantes (RASKIN, 2011). O fungo dimórfico Sporothrix schenckii é o agente etiológico desta enfermidade e pode acometer o homem e uma grande variedade de animais, principalmente o felino doméstico (ANTUNES et al., 2009).


TEXTO DE: CRMV/RS 13613  LARA SEFFRIN DUTRA - MÉDICA VETERINÁRIA ESPECIALISTA E MESTRANDA EM PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA - UFSM


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